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Alocar requisitos por incremento e capacidade

Construir e comparar propostas de baseline com dependências temporais, capacidade por período, grupos utilizadores e valor previsto explícito.

Da prioridade à utilização num período concreto

Uma lista ordenada pode dizer que um requisito é importante sem mostrar em que incremento será possível utilizá-lo. Para preparar uma baseline, representa os requisitos aceites ou adiados numa linha temporal e relaciona a sua disponibilidade com o valor que se pretende obter. Numa instituição financeira fictícia, uma pesquisa de instruções pode estar construída na sexta-feira e só ser utilizável pelo grupo seguinte depois da preparação acordada. Construção concluída e utilização disponível são acontecimentos distintos. Não é necessário impor essa separação a todos os projetos; é necessário dizer qual a convenção do modelo que estás a comparar.

Nos exercícios desta aula, quando se indica conclusão no fim de I1 e utilização a partir do incremento seguinte, o primeiro período de utilização é I2. Um horizonte que termina em I3 permite contar I2 e I3, sem acrescentar I4. Salvo indicação contrária, os requisitos são indivisíveis e um trabalho atribuído a um incremento tem de caber inteiramente nele. Regista também se o valor é único ou se se repete em cada período de utilização. Estas definições evitam que duas propostas aparentemente equivalentes estejam a contar períodos, populações ou resultados diferentes. A escolha continua condicionada pelos objetivos e pelo mandato de quem aprova a baseline.

Dependências que não significam todas a mesma coisa

Uma seta entre dois requisitos pode representar regras diferentes. “P tem de estar concluído antes do início de X” exclui construir P e X no mesmo incremento quando cada trabalho ocupa o período atribuído. “X só pode ser disponibilizado com Y” pode permitir construir e disponibilizar ambos em conjunto. Um componente comum pode ser construído uma vez e reutilizado por várias capacidades, mas isso não demonstra que todas possam entrar em utilização ao mesmo tempo. Escreve o significado de cada relação e confirma se existem requisitos de integração ou preparação que ficaram fora do desenho.

Usa a necessidade do utilizador para definir conjuntos completos. Se um grupo precisa de identificar uma instrução e consultar o seu estado, entregar apenas a pesquisa pode não satisfazer a capacidade prometida. Outro grupo pode ter uma necessidade diferente e ficar servido mais cedo. O analista deve representar essas diferenças sem atribuir automaticamente o valor de toda a população ao primeiro grupo disponível. Durante uma adoção gradual, pode também ser necessária uma capacidade temporária: manter dois contratos de interface enquanto os consumidores transitam. A existência de um consumidor antigo confirmado é informação de análise, não uma razão para impor a mesma interface a todos os projetos futuros.

Capacidade e financiamento no momento em que são necessários

Para cada incremento, compara o esforço exigido com a capacidade da especialidade que o pode executar. Se um plano usa duas jornadas de QA em I1 e só existe uma, três jornadas livres em I2 não tornam I1 viável. Poderão permitir outra alocação, desde que as dependências e os compromissos continuem satisfeitos. Da mesma forma, disponibilidade total de técnicos não substitui uma competência específica quando o contrato do exercício exige um especialista. A alocação precisa de um compromisso de disponibilidade, não apenas de um nome numa matriz de responsabilidades.

Separa dinheiro de esforço. Uma fase pode ter verba suficiente e não dispor das pessoas necessárias, ou ter capacidade técnica antes de o financiamento estar disponível. Define expressamente se a verba não utilizada transita para a fase seguinte; não transportes automaticamente jornadas de uma equipa para outra ou para outro período. Para explicar uma proposta inviável, identifica a célula e a condição que falham. “Faltam recursos” é menos útil do que “I2 exige quatro jornadas de validação, mas só existem duas e a precedência impede antecipar o trabalho”. Uma pequena análise contrafactual pode mostrar que acrescentar capacidade no período errado não resolve a restrição.

Comparar valor dentro de um horizonte explícito

Dois planos podem terminar com as mesmas capacidades e produzir valores previstos diferentes dentro do horizonte. Considera dois trabalhos indivisíveis, A e B, cada um ocupando um incremento. Há capacidade para um trabalho por incremento, a utilização começa no seguinte e o horizonte acaba em I3. A gera quatro unidades de valor por período utilizável e B gera seis. Construir A em I1 e B em I2 produz 4+4+6=14. Inverter a ordem produz 6+6+4=16. O cálculo não acrescenta valor após I3 nem assume utilização no período da construção.

O valor pode depender de uma janela: uma capacidade para uma campanha que só decorre em I2 não mantém esse benefício em I3. Pode também depender de um conjunto completo por grupo. Confirma quando os valores são aditivos; não somes duas estimativas que representam a mesma poupança. Se comparares custos e benefícios numa pontuação líquida, o exercício tem de definir uma unidade comum e a regra de cálculo. Um ponto de esforço não equivale por natureza a um ponto de benefício. O melhor resultado calculado descreve uma previsão dentro do modelo. Não demonstra adoção, benefício realizado ou probabilidade de aprovação num exame.

Incluir suporte e capacidades temporárias

Antecipar uma capacidade pode gerar valor mais cedo e começar a consumir suporte mais cedo. Se a mesma equipa participa em entregas posteriores, essa carga recorrente reduz a capacidade disponível. Distingue construção única, suporte comum por período e suporte específico de cada capacidade ativa. Um componente comum não deve ser construído duas vezes no cálculo, mas o facto de ser comum também não elimina a sua manutenção nos períodos em que é usado. Indica quando cada cobrança começa e termina, incluindo o que acontece quando nenhuma capacidade o utiliza.

Uma opção temporária pode exigir remoção, conversão ou suporte durante a coexistência. Esses trabalhos só entram quando o caso os define; não devem ser inventados para favorecer uma resposta. Ao comparar uma solução temporária e uma definitiva, torna explícitas a cobertura funcional e a vida útil de cada uma. Uma opção com construção inicial mais barata pode consumir a janela necessária a outra capacidade importante. Por isso, uma preferência baseada numa opção isolada pode mudar ao analisar o conjunto temporal. O resultado deve permitir explicar que requisito é aceite ou adiado e qual a consequência para o objetivo, sem transformar uma preferência técnica numa regra universal.

Compromissos, reserva e incerteza sem compensações inventadas

Um compromisso obrigatório deve funcionar como condição de admissibilidade. Se a capacidade C tem de estar utilizável em I2, uma proposta que a disponibiliza em I3 não se torna conforme por prometer mais valor de outra capacidade. Primeiro elimina ou revê propostas que não respeitam as condições; depois compara o valor entre as admissíveis. Um empate não autoriza inventar superioridade: regista os critérios comuns e usa o mandato ou um critério adicional acordado quando a decisão o exigir.

Uma reserva também precisa de finalidade concreta. Pode existir uma necessidade condicional, com período e especialidade definidos, que o plano deve conseguir absorver. Nesse caso, consumir a reserva com trabalho opcional viola a condição do exercício, mesmo que o cenário favorável tenha maior valor. Isto não estabelece uma percentagem universal de reserva. Quando existem dois cenários de capacidade sem probabilidades, uma média não é automaticamente uma previsão válida. Se a regra exige viabilidade em ambos, verifica ambos. Se a regra permite decidir após observar o cenário, é necessário desenhar um plano condicional diferente. Expõe a regra de decisão e as consequências, em vez de chamar prudente ou arriscada a uma opção sem dizer qual a condição relevante.

Documentar a proposta antes de obter aprovação

Uma proposta de baseline deve tornar visíveis o âmbito de cada incremento, os requisitos adiados, as dependências, as condições de utilização e os pressupostos que sustentam o valor. Mostra pelo menos uma alternativa plausível e explica por que foi preterida. Uma razão pode ser falta de capacidade num período, menor valor dentro do horizonte ou incumprimento de uma condição obrigatória. A tabela deve permitir reconstruir o raciocínio sem depender de uma pontuação isolada.

Se ainda não existe baseline aprovada e se descobre que um pré-requisito não estará disponível, corrige a proposta com a informação atual. Não trates a primeira versão de trabalho como um compromisso já autorizado. Em contrapartida, gerir uma alteração a uma baseline aprovada envolve o processo de controlo de alterações aplicável e não deve ser disfarçado como simples primeira alocação. Acordar a distribuição dos requisitos também não significa aceitar a solução entregue. A análise prepara uma proposta coerente; a aprovação tem âmbito e autoridade próprios, e a avaliação da solução exige evidência posterior. Estas fronteiras ajudam a escolher a próxima ação e a manter o enquadramento das tarefas PMI-PBA sem atribuir ao modelo mais poder do que possui.

Produzir uma justificação que possa ser revista

Para rever uma comparação, começa pelo contrato: períodos, capacidade, dependências, unidade de valor, população servida e condições obrigatórias. Depois calcula, por proposta, o trabalho único em cada célula de período e especialidade. Acrescenta suporte recorrente e reservas quando definidos. Só depois de verificar a viabilidade calcula o valor dos períodos efetivamente utilizáveis. Conserva separadamente o motivo de exclusão e o resultado económico ou de pontuação; uma proposta inviável pode ter uma soma nominal elevada.

Os casos desta aula usam conjuntos pequenos de propostas para tornar essa revisão possível. A conclusão “melhor entre estas propostas” não é prova de que não existe outro plano melhor. Para afirmar um ótimo num modelo finito, é necessário cobrir todas as escolhas permitidas ou apresentar outra demonstração suficiente. Na aplicação profissional, os valores e as capacidades são frequentemente estimativas: identifica quem os confirma, o que falta esclarecer e em que condições o plano será revisto. O exercício produz uma decisão explicável sob pressupostos declarados. A implementação, a disponibilidade efetiva das pessoas, a aceitação operacional e os benefícios observados precisam de trabalho e evidência próprios.

Ficheiros do exercício

Doze tarefas, quatro conjuntos editáveis e resoluções em PT-PT/EN. Inclui o modelo Python e as verificações.

Descarregar a oficina de alocação por incremento

SHA-256 (ZIP)

a4f1edddd5169c3908bc1b8e10d6dc07e4201ebcc0d16cdabd179f5c550f4dfe

# Inside the extracted workshop folder:
python3 -B check_model.py
python3 -B explore.py
# Instructions and worked solutions: README.pt.md or README.en.md
NA PRÁTICA

Uma equipa dispõe de uma unidade de construção em I1 e outra em I2. A e B consomem uma unidade cada, ficam utilizáveis no incremento seguinte e geram respetivamente quatro e seis unidades de valor por período utilizável. O horizonte termina em I3.

A em I1 e B em I2 produz 14; B em I1 e A em I2 produz 16. Os dois planos cabem na capacidade e acabam com as mesmas funcionalidades, mas a segunda sequência antecipa a utilização de B. Se A tiver uma condição obrigatória de utilização em I2, só a primeira sequência respeita essa condição.

A diferença de valor não elimina o compromisso. Este exemplo não inclui suporte, outras dependências nem valor posterior a I3.

Armadilhas comuns

Somar capacidade de períodos diferentes; contar valor antes da utilização; confundir requisito aceite com capacidade já entregue; tratar toda a dependência como precedência anterior; esquecer suporte e coexistência definidos; atribuir valor da população inteira a um só grupo; declarar ótimo após comparar apenas algumas propostas.

Tópicos relacionados: Alocação de requisitos · Dependências temporais · Valor por incremento · Requisitos de transição

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Uma alocação justificável liga cada requisito ao período em que pode ser realizado e utilizado, respeita as restrições de cada período e explicita o valor e as limitações da comparação.

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Referência: PMI-PBA Examination Content Outline · Five-domain ECO / verified 2026-10-01

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