Conceito e mecanismo
Uma decisão de projeto deve relacionar o resultado pretendido com a evidência disponível e a autoridade para agir. Numa migração de fundos, pergunta que valor permanece, que produtos permitem demonstrar a entrega e que limites foram autorizados. Dinheiro já gasto não torna automaticamente útil o trabalho restante. Se uma aplicação é vendida ou descontinuada, o gestor precisa de atualizar a justificação e apresentar opções a quem pode decidir. A mesma disciplina aplica-se à aprendizagem: um ensaio que falhou por ausência de acesso deve produzir uma alteração concreta antes da janela seguinte. Uma nota vaga no relatório final não evita a repetição.
Aplicação guiada
Aplica gestão por exceção à previsão, não apenas ao passado. Se o limite permite dois dias de atraso e a previsão credível aponta para cinco, prepara consequências, opções e recomendação antes de assumir uma nova data. Uma margem financeira não aumenta a tolerância de prazo. Dentro do mandato, o gestor continua a gerir; fora dele, encaminha a decisão. A adaptação pode simplificar ferramentas e combinar registos, preservando informação e responsabilidades. Define produtos com critérios observáveis: “monitorização entregue” precisa de explicar o que deteta, quem recebe o alerta e como é aceite. Liga depois tarefas e dependências a esses resultados.
Uma fase de integração pode ter verba disponível e ainda assim precisar de decisão por atraso previsto.
Armadilhas comuns
Custo incorrido como justificação; tolerâncias compensadas sem mandato; atividade confundida com produto; adaptação que elimina responsabilidade.
Tópicos relacionados: Pessoas, comunicação e adoção · Justificação, organização e compromissos
Relaciona valor, produto, previsão e mandato antes de escolher a ação.
Referência: PRINCE2 Project Management Practitioner syllabus · Version 7; syllabus revision 7.2 (April 2025)