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Configuração: VLANs, rotas e vizinhanças

Interpreta configurações e tabelas para distinguir alcance local, seleção de rotas e formação de vizinhanças.

Acesso, voz e inter-VLAN

Uma porta access pode transportar dados não marcados numa VLAN e voz marcada numa voice VLAN para um telefone compatível. Num exemplo IOS XE, switchport access vlan 20 e switchport voice vlan 30 separam as duas classes; não constituem um trunk genérico para qualquer VLAN.

CDP, específico Cisco, e LLDP, normalizado, anunciam informações de vizinhos L2; LLDP-MED pode transportar políticas de voz. show cdp neighbors detail e show lldp neighbors detail ajudam a comparar equipamento e porta com o diagrama. Um vizinho anunciado não prova routing nem identidade autenticada.

Inter-VLAN precisa de uma função L3: SVIs com endereços adequados e routing num switch L3, ou subinterfaces 802.1Q num router. A VLAN tem de existir e ter um caminho operacional; criar apenas o endereço de gateway não basta.

Proteções STP por finalidade

PortFast acelera a entrada em forwarding de uma porta de acesso apropriada. BPDU guard reage a BPDUs onde não são esperadas. Root guard impede que um vizinho nessa direção passe a determinar uma raiz superior; a condição root-inconsistent é diferente de desligar permanentemente o equipamento.

Loop guard protege portas root/alternate da passagem indevida para designated quando deixam de receber BPDUs. BPDU filtering pode suprimir a informação de STP; aplicado indiscriminadamente entre switches, remove uma proteção contra loops. Escolhe a função pela ameaça e pelo papel da porta.

Uma porta bloqueada pode representar a atuação correta da proteção. Antes de a reativar, identifica o evento e o caminho redundante.

Ler a tabela antes de escolher a rota

Em show ip route, códigos como C, L, S e O distinguem rede ligada, endereço local, estática e OSPF. Prefixo e máscara definem o conjunto de destinos; next hop e interface indicam como continuar. A indicação [110/20] numa rota OSPF representa distância administrativa e métrica, não comprimento do prefixo.

A seleção para um pacote começa pela correspondência mais longa entre rotas instaladas. Para o mesmo prefixo, a origem preferida depende da distância administrativa e do processo de seleção; métricas de protocolos diferentes não são comparáveis diretamente.

A rota 0.0.0.0/0 é a alternativa menos específica, não uma exceção que vence qualquer rota. Mesmo uma rota selecionada depende de resolver o next hop e ter retorno.

Rotas estáticas IPv4 e IPv6

Num exemplo de leitura IOS XE, ip route 10.50.0.0 255.255.255.0 192.0.2.2 define uma rota de rede; usar 255.255.255.255 define um host; 0.0.0.0 0.0.0.0 define a rota por omissão. Acrescentar distância 200 pode tornar a estática uma alternativa a OSPF 110 para o mesmo prefixo.

Isso só ajuda quando a rota primária sai da seleção: não deteta, por si, uma falha distante com interface ainda up. Em IPv6, ipv6 route 2001:db8:50::/64 GigabitEthernet0/0 fe80::2 inclui a interface porque o next hop é link-local. ::/0 é default e /128 é host.

A configuração exige IPv6 ativo e encaminhamento adequado; verifica show ipv6 route e o contexto do vizinho. Os endereços destes exemplos são de documentação, não destinos para produção.

OSPF de uma área e gateway redundante

Num processo OSPFv2 IOS XE, router-id identifica o router; o número local do processo não precisa de coincidir entre vizinhos. Uma declaração network 10.0.12.0 0.0.0.3 area 0 seleciona interfaces com endereços nesse intervalo para a área, não anuncia automaticamente todas as redes do router.

Compara área, máscara quando aplicável, timers, autenticação, tipo de rede e estado da interface. Numa rede broadcast existem DR/BDR; num link configurado point-to-point não há essa eleição. show ip ospf neighbor e show ip ospf interface permitem distinguir falta de vizinho, estado transitório e comportamento normal.

O custo participa na escolha do caminho dentro de OSPF. Um gateway virtual FHRP oferece continuidade do primeiro salto, mas o estado ativo não demonstra que o caminho a montante funciona. Usa o estado da rota e testes funcionais para aceitar recuperação.

EtherChannel L3

No EtherChannel L2, o port-channel transporta VLANs como uma interface lógica de switch. Num EtherChannel L3, os membros e a interface lógica operam em modo routed; o endereço IP pertence ao port-channel, não a cada membro como redes independentes.

Num exemplo IOS XE, no switchport seleciona modo L3 e channel-group com active/passive usa LACP. Confirma consistência de velocidade, modo, membros selecionados e interface lógica antes de aceitar a rota. Dois membros passive não iniciam a negociação.

Mudar só o port-channel sem reconciliar os membros não cria uma agregação coerente.

Ler uma configuração de acesso e encaminhamento

O excerto junta dois contextos didáticos separados: SVIs num switch L3 e OSPF num router. Nos SVIs, cada VLAN precisa de uma porta ou trunk operacional para transportar os clientes; confirma o estado e as permissões antes de atribuir a falha a routing.

No router, ip ospf 10 area 0 na interface é a alternativa explícita ao seletor network com wildcard descrito acima. A documentação IOS XE atual recomenda a seleção por interface. Não configures os dois exemplos indiscriminadamente no mesmo equipamento: interpreta primeiro interfaces, rede e objetivo.

A presença de uma rota conectada prova alcance local de rede, não uma vizinhança OSPF Full.

configure terminal
! L3 switch: separate teaching context
vlan 20
vlan 30
interface GigabitEthernet1/0/10
 switchport mode access
 switchport access vlan 20
 switchport voice vlan 30
interface Vlan20
 ip address 10.20.0.1 255.255.255.0
 no shutdown
interface Vlan30
 ip address 10.30.0.1 255.255.255.0
 no shutdown
exit
ip routing
end
show vlan brief
show ip interface brief
! OSPF router: separate teaching context
configure terminal
router ospf 10
 router-id 1.1.1.1
interface GigabitEthernet0/0
 ip address 10.0.12.1 255.255.255.252
 ip ospf 10 area 0
 no shutdown
exit
end
show ip ospf neighbor
show ip ospf interface GigabitEthernet0/0
NA PRÁTICA

Uma estática de distância 200 não aparece como melhor rota enquanto OSPF fornece o mesmo /24 com distância 110. Retirar a rota OSPF torna a estática candidata; falhar apenas o serviço remoto pode não retirar nenhuma rota.

Armadilhas comuns

Comparar métricas de protocolos diferentes, confundir número de processo com router ID, usar default para ignorar uma rota específica ou desligar STP para fazer desaparecer um bloqueio.

Tópicos relacionados: Diagnóstico de redes · Decisões de configuração

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