Capacidade não é uma só medida
df mostra utilização ao nível do filesystem; du percorre ficheiros acessíveis e soma utilização observada. Confirma que ambos se referem ao mesmo mount e evita atravessar outros filesystems sem intenção. Espaço em blocos e disponibilidade de inodes são dimensões diferentes. Um filesystem pode ter blocos livres e não conseguir criar novos ficheiros por esgotamento de inodes.
Porque df e du podem divergir
Um processo pode manter aberto um ficheiro já removido do diretório. O nome deixa de aparecer numa pesquisa normal, mas os blocos podem continuar ocupados até o último descritor ser fechado. Permissões, ficheiros ocultos por montagens e características do filesystem também podem afetar a comparação. Usa a discrepância como hipótese, não como prova automática de um único problema.
Recuperar capacidade com responsabilidade
Identifica o dono e a retenção de cada tipo de dado. Logs, filas e ficheiros temporários podem ter significados diferentes para a aplicação. Usa a rotação ou limpeza suportada e verifica que a aplicação continua a escrever. Não apagues indiscriminadamente ficheiros de bases de dados nem alteres volumes durante um incidente sem compreender a recuperação. Após atuar, confirma capacidade, taxa de crescimento e causa do enchimento.
Aplicação no trabalho
Num filesystem partilhado, não escolhas ficheiros apenas pelo tamanho. Distingue logs descartáveis segundo retenção aprovada, filas ainda por consumir e dados de negócio. Compara df e du no mesmo âmbito; diferenças podem ter várias causas. Se houver ficheiros removidos ainda abertos, coordena um mecanismo suportado para fechar referências. Confirma espaço recuperado e novas escritas da aplicação antes de comunicar recuperação.
Tamanho lógico e espaço alocado
Um ficheiro esparso pode ter tamanho aparente superior aos blocos alocados. Comparar 20 GiB de tamanho lógico com 2 GiB de utilização não prova truncagem nem dados perdidos. Define qual medida a ferramenta apresenta e considera se a cópia ou o restauro preservam regiões esparsas. Para planear capacidade, ensaia o comportamento real no destino e inclui margem para metadata e outros consumidores. Não confundas esta diferença com o caso de um ficheiro removido ainda aberto.
df -h /var
df -i /var
findmnt /var
du -x -h --max-depth=1 /var/log
# lsof +L1 can identify open files with no directory links when available.O serviço já não cria ficheiros, embora df -h mostre 20 GB livres. df -i indica 100% de inodes usados. Investiga o grande número de ficheiros pequenos e a política de retenção; aumentar apenas o limite de tamanho de um log não aborda o problema.
Armadilhas comuns
Apagar dados ativos, comparar âmbitos diferentes ou ignorar ficheiros removidos ainda abertos.
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Confirma mount, blocos, inodes e ficheiros abertos antes de escolher uma ação de limpeza.
Referência: df(1): filesystem space · DR Linux 2026.4; networking and Bash manuals reviewed 2026-10-01; cgroup v2 and upstream systemd manuals reviewed 2026-10-01; RHEL 10 examples; Linux man-pages 6.19; OpenSSL 3.5