Conceito e mecanismo
A fase A estabelece uma direção compreensível e um acordo sobre o trabalho de arquitetura. A visão deve explicar o problema, o resultado pretendido, os limites e as principais restrições. Não precisa de antecipar cada decisão de implementação. Uma escolha de fornecedor apresentada demasiado cedo pode fechar opções antes de conhecer requisitos importantes. Usa uma descrição do estado pretendido suficientemente concreta para discutir valor e viabilidade. Relaciona-a com o mandato, os stakeholders e os critérios de sucesso. A autorização para desenvolver arquitetura não equivale automaticamente à autorização para executar uma alteração em produção. São decisões com âmbitos e evidência diferentes.
Aplicação guiada
Considera uma plataforma de reconciliação com fecho às 18 horas. A visão pode exigir concluir o processamento dentro da janela e reduzir intervenção manual, mantendo os dados reconciliáveis durante a transição. Confirma como medir cada resultado e quais as hipóteses ainda não demonstradas. Se a janela depende de um fornecedor externo, inclui essa dependência na análise de viabilidade. Regista o que fica fora do âmbito e o processo para rever essa fronteira. Um protótipo pode reduzir uma incerteza técnica sem validar capacidade operacional completa. Ao apresentar a visão, pede decisões sobre objetivos, restrições e próximos estudos, com responsáveis e datas para resolver as incertezas relevantes.
Um protótipo valida uma interface; não demonstra sozinho o fecho diário completo.
Armadilhas comuns
Visão como lista de produtos; âmbito implícito; autorização de desenho como go-live.
Tópicos relacionados: Contexto, mandato e valor · Stakeholders, conflitos e vistas · Arquiteturas e análise de lacunas
Obtém um acordo verificável sobre o trabalho e o valor.
Referência: Foundation versus Practitioner competencies · OGEA-102; TOGAF Standard, 10th Edition