Conceito e mecanismo
Nas fases E, F e G, a arquitetura aproxima-se da entrega através de opções, planeamento de migração e governação da implementação. Uma arquitetura de transição descreve um estado intermédio coerente; não é apenas uma data no calendário. Agrupa trabalho considerando valor, dependências, capacidade e risco. Um componente barato de migrar pode depender de outro que ainda não está preparado. A sequência deve incluir coexistência, formação, testes e retirada de componentes antigos. O custo final da plataforma não representa necessariamente o custo durante a transição. Torna estas diferenças visíveis ao sponsor antes de comprometer datas ou benefícios financeiros.
Aplicação guiada
Num exercício, a plataforma antiga custa 40 mil euros por mês e a nova 25 mil. Dois meses de coexistência custam 130 mil, sem outros encargos; só após a retirada se concretiza a diferença mensal de 15 mil. Durante a entrega, compara a solução implementada com requisitos e decisões acordadas. Trata desvios com análise, responsável, prazo e autoridade de decisão. A passagem a APS requer capacidade demonstrável para monitorizar, recuperar e escalar, além de documentação. Antes do cutover, confirma critérios de interrupção e recuperação dos dados. Repor uma imagem antiga não basta quando o esquema já mudou. A governação deve produzir decisões utilizáveis e evidência de conformidade.
Dois meses a 40+25 custam 130; poupança futura não elimina coexistência.
Armadilhas comuns
Retirada sem dependências verificadas; exceção sem prazo; handover como envio de ficheiros.
Tópicos relacionados: Contexto, mandato e valor · Stakeholders, conflitos e vistas · Visão, âmbito e viabilidade
Governa estados intermédios, custos e capacidade operacional.
Referência: Plan your migration · OGEA-102; TOGAF Standard, 10th Edition